Introdução ao método quantitativo em Ciências Humanas

Docente: Andréa Maria Sacco (UNESP)

Mini-currículo: Andréa Sacco é socióloga formada pela Unesp de Araraquara, tendo experiência de mais de 20 anos em pesquisas de survey e qualitativas, como grupos focais. Realizou importantes trabalhos para os principais institutos de pesquisa do Brasil, tendo experiência em pesquisas de opinião pública na área eleitoral, comercial e social.

Carga Horária: 40h

Público Alvo: Estudantes de graduação e pós graduação; profissionais de áreas afins aos estudos da cidade.

Objetivo: Apresentar as principais metodologias quantitativas para a análise em Ciências Humanas, bem como a construção de relatórios.

Horário: quinta 18h-21h

Duração: 05 de março a 07 de maio

Investimento: 2x R$ 240,00

I. O MÉTODO QUANTITATIVO EM CIÊNCIAS HUMANAS

  • Origem e fundamentos do método quantitativo
  • Tipos de Pesquisa em Ciências Humanas: diferenças quanto à natureza e método
  • Métodos de Pesquisa: Quantitativo x Qualitativo
  • Método X Metodologia quantitativa

II. PESQUISA DESCRITIVA: PRESSUPOSTOS BÁSICOS

  • Pesquisa de Campo: definição e planejamento
  • Objeto – o fenômeno/fato a ser pesquisado
  • Objetivos da pesquisa: O que quero conhecer/investigar/comparar/monitorar; a que perguntas quero respostas?
  • Universo: a delimitação do público alvo

III. A DEFINIÇÃO DA METODOLOGIA

  • Técnicas de coleta: adequações e implicâncias logísticas

(presencial, telefônica, via web…)

  • Instrumento de coleta

3.1 – a adequação do instrumento às respostas que espero obter

3.2 – tipos de pergunta

3.3 – relação entre tamanho do instrumento, público, técnica de coleta e tempo

  • Amostra: O que é e por que é tão importante seu desenho (tamanho e distribuição)
  • Tipos de amostragem e diferentes aplicabilidades
    • – Amostragem probabilística
    • – Amostragem não probabilística

4. Intervalo de confiança e margem de erro em pesquisa probabilística: uma breve incursão.

 

IV. PLANEJAMENTO DE UMA PESQUISA DE CAMPO: EXERCÍCIO

A partir da definição de objetos e de objetivos a serem investigados, os participantes terão que realizar planejamentos de pesquisa de campo que serão analisados posteriormente.

  1. definir a técnica de coleta
  2. definir o tipo de amostragem e seu desenho;
  3. elaborar um instrumento de coleta (questionário);

 

V. A LEITURA DOS DADOS

  • A tabulação
  • As variáveis de segmentação demográfica e outras variáveis comparativas
  • O banco de dados: limpeza e consistência
  • O processamento (um breve contato com SPSS)
  • Testes estatísticos
  • Gráficos: o que é importante frisar visualmente
  • O relatório analítico: finalmente, a leitura das respostas

VI. FAZENDO UM RELATÓRIO: EXERCÍCIO

A partir de determinados bancos de dados fictícios, os participantes terão que realizar tabulações e propor leituras dos dados obtidos.

Bibliografia Básica (Clique Para Ler Mais)

ALMEIDA, Ronaldo de. (2017), A onda quebrada – evangélicos e conservadorismo. Cadernos Pagu [online]. 2017, n.50

ALONSO, Ângela. (2018), Orelha. In: Toniol, Rodrigo e Almeida, Ronaldo. Conservadorismo, Fascismo e Fundamentalismo: análises conjunturais. Campinas: Editora Unicamp. (2017), “A política das ruas: protestos em São Paulo de Dilma a Temer”. Novos Estudos Cebrap, junho: 49-58.

AVRITZER, Leonardo etal. (Org.). (2008), Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG.

BEYER, Peter. (1999), “A privatização e a influência pública da religião na sociedade global”. In: FEATHERSTONE, Mike (Org.). Cultura global: nacionalismo, globalização e modernidade. Petrópolis: Vozes.

BURITY, Joanildo. (2018), “A onda conservadora na política Brasileira traz o fundamentalismo ao poder?”. In: Toniol, Rodrigo; Almeida, Ronaldo. Conservadorismo, Fascismo e Fundamentalismo: análises conjunturais. Campinas: Editora Unicamp.

CARVALHO, José Murilo de. (2008), “Passado, presente e futuro da corrupção à brasileira”. In: AVRITZER, Leonardo etal. (Org.). Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG.

MACHADO, Maria das Dores Campos. (2005), “Representações e relações de gênero nos grupos pentecostais”. Estudos Feministas, vol. 13, nº. 2: 425-436. (2006), Política e Religião: A participação dos evangélicos nas eleições. 1. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. (2008), A Participação dos Evangélicos na Política e os desafios às Liberdades Laicas. In: LOREA, Roberto Arriada (Org.) Em defesa das liberdades laicas. Porto Alegre: Livraria do advogado.

MARIZ, Cecília; GRACINO JUNIOR, Paulo (2013), Os pentecostais no censo de 2010. In: Renata Menezes; Faustino Teixeira (Orgs.). Religiões em movimento: o censo de 2010. Petrópolis: Vozes, p. 11-21.

MARIANO, Ricardo. (2006), A reação dos evangélicos ao novo Código Civil. Civitas – Revista de Ciências Sociais, [S.l.], v. 6, n. 2: 77-99. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas/article/view/57/57> (2016), “Expansão e ativismo político de grupos evangélicos conservadores: secularização e pluralismo em debate”. Civitas – Revista de Ciências Sociais, v. 16, n. 4: 708-726.

PINHEIRO-MACHADO, R.; FREIXO, A. (Org.). Brasil em Transe: Bolsonarismo, Novas Direitas e Desdemocratização. 1. ed. Rio de Janeiro: Cava, 2019.

PINHEIRO-MACHADO, R.; SCALCO, L. M. . Da esperança ao Ódio: Juventude, Política e Pobreza do Lulismo ao Bolsonarismo. CADERNOS IHU IDÉIAS (UNISINOS), v. 16, p. 3-15, 2018.

RANCIÈRE, Jacques. (2014), O ódio à democracia. São Paulo: Boitempo editorial.

SINGER, André et al. (2016), As contradições do lulismo: a que ponto chegamos? São Paulo: Boitempo.

SINGER, André. (2012), Os sentidos do lulismo. Reforma gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras.

VIANNA, Luiz Werneck (2001), Devotos do Voto. Entrevista concedida ao Jornalista Marcos Sá Corrêa. Disponível em [www.no.com.br]. Site acessado em 10 de outubro de 2003.

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