A Sociologia Política em Tempos de Crise: Religião, Política e Conservadorismo

Docente: Paulo Gracino Junior
Doutor em Sociologia pela UERJ (2010),
Pós-Doutor em Sociologia pelo IFCS-UFRJ (2012)

Carga Horária:
12 horas (cada módulo)

Investimento:
Matrícula – R$ 30,00
Mensalidade – 1x R$ 100,00 (o Módulo)

Horário:
Segundas de 18 horas às 21 horas

Período:
03/06/2019 – 24/06/2019 (módulo I)
e de 22/07/2019 – 05/08/2019

Público-Alvo:
pesquisadores e estudantes de graduação

Objetivo: O curso aborda o período da “Nova República” e sua crise, com enfoque no processo de redemocratização, período pós-constitucional, bem como na mudança de paradigma que se observou na agenda pública desde meados da década de 1990, culminando com a crise do lulismo e renascimento dos movimentos conservadores.

 

Neste sentido abordaremos:

  • A integração do Brasil aos mercados mundiais e seus significados para democracia;
  • O projeto de sociedade posto em marcha a partir da integração com o mercado global;
  • O Neoliberalismo: de FHC a Lula: cidadania e consumo;
  • Novos movimentos sociais: entre a coletividade e o narcisismo – Jornadas de Junho; Marcha das Vadias e Marcha para Jesus, o que eles têm em comum?
  • Religião e Política: evangélicos e o novo conservadorismo;
  • Evangélicos e as eleições de 2018;

Programação das Aulas

MÓDULO I

Apresentação do curso. A Nova República e suas promessas: a Constituição de 1988, cidadania e projeto modernizador;

Neoliberalismo e a Era FHC;

Lulismo, inclusão social e movimentos sociais;

A crise do Lulismo, cidadania pelo consumo e narcisismo: dos novos movimentos sociais às jornadas de 2013;

MÓDULO II

Mercado e crescimento evangélico: quem são e o que pensam os evangélicos?

Evangélicos, conservadorismo e fundamentalismo: ganhando força

Evangélicos nas eleições da constituinte à Bolsonaro

Evangélicos nas eleições da constituinte à Bolsonaro

Bibliografia Básica (Clique Para Ler Mais)

ALMEIDA, Ronaldo de. (2017), A onda quebrada – evangélicos e conservadorismo. Cadernos Pagu [online]. 2017, n.50

ALONSO, Ângela. (2018), Orelha. In: Toniol, Rodrigo e Almeida, Ronaldo. Conservadorismo, Fascismo e Fundamentalismo: análises conjunturais. Campinas: Editora Unicamp. (2017), “A política das ruas: protestos em São Paulo de Dilma a Temer”. Novos Estudos Cebrap, junho: 49-58.

AVRITZER, Leonardo etal. (Org.). (2008), Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG.

BEYER, Peter. (1999), “A privatização e a influência pública da religião na sociedade global”. In: FEATHERSTONE, Mike (Org.). Cultura global: nacionalismo, globalização e modernidade. Petrópolis: Vozes.

BURITY, Joanildo. (2018), “A onda conservadora na política Brasileira traz o fundamentalismo ao poder?”. In: Toniol, Rodrigo; Almeida, Ronaldo. Conservadorismo, Fascismo e Fundamentalismo: análises conjunturais. Campinas: Editora Unicamp.

CARVALHO, José Murilo de. (2008), “Passado, presente e futuro da corrupção à brasileira”. In: AVRITZER, Leonardo etal. (Org.). Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG.

MACHADO, Maria das Dores Campos. (2005), “Representações e relações de gênero nos grupos pentecostais”. Estudos Feministas, vol. 13, nº. 2: 425-436. (2006), Política e Religião: A participação dos evangélicos nas eleições. 1. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. (2008), A Participação dos Evangélicos na Política e os desafios às Liberdades Laicas. In: LOREA, Roberto Arriada (Org.) Em defesa das liberdades laicas. Porto Alegre: Livraria do advogado.

MARIZ, Cecília; GRACINO JUNIOR, Paulo (2013), Os pentecostais no censo de 2010. In: Renata Menezes; Faustino Teixeira (Orgs.). Religiões em movimento: o censo de 2010. Petrópolis: Vozes, p. 11-21.

MARIANO, Ricardo. (2006), A reação dos evangélicos ao novo Código Civil. Civitas – Revista de Ciências Sociais, [S.l.], v. 6, n. 2: 77-99. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas/article/view/57/57> (2016), “Expansão e ativismo político de grupos evangélicos conservadores: secularização e pluralismo em debate”. Civitas – Revista de Ciências Sociais, v. 16, n. 4: 708-726.

PINHEIRO-MACHADO, R.; FREIXO, A. (Org.). Brasil em Transe: Bolsonarismo, Novas Direitas e Desdemocratização. 1. ed. Rio de Janeiro: Cava, 2019.

PINHEIRO-MACHADO, R.; SCALCO, L. M. . Da esperança ao Ódio: Juventude, Política e Pobreza do Lulismo ao Bolsonarismo. CADERNOS IHU IDÉIAS (UNISINOS), v. 16, p. 3-15, 2018.

RANCIÈRE, Jacques. (2014), O ódio à democracia. São Paulo: Boitempo editorial.

SINGER, André et al. (2016), As contradições do lulismo: a que ponto chegamos? São Paulo: Boitempo.

SINGER, André. (2012), Os sentidos do lulismo. Reforma gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras.

VIANNA, Luiz Werneck (2001), Devotos do Voto. Entrevista concedida ao Jornalista Marcos Sá Corrêa. Disponível em [www.no.com.br]. Site acessado em 10 de outubro de 2003.

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